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Alunos criam dispositivo para combate à incêndios

Alunos criam dispositivo para combate à incêndios

Estudantes testaram ideia de colocar dispositivo em árvores ou postes com o apoio dos bombeiros.

Estudantes testaram ideia de colocar dispositivo em árvores ou postes com o apoio dos bombeiros.

Há um ano os incêndios que atingiram Portugal chocaram três alunos da Escola Secundária de Oliveira do Bairro. E quase como uma brincadeira decidiram no início do ano escolar responder ao desafio lançado pela escola para que os alunos encontrassem soluções que estivessem dentro dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas com um projeto de detecção de fogos. Diogo, Samuel e Vitaly juntaram-se e pensaram na criação de um sistema que pudesse perceber que existia fumaça e que lançasse o alerta para os bombeiros. E assim nasceu o projeto smoke the fire, que inclui um site – com o mesmo nome – onde está explicado o processo de construção do protótipo, um filme sobre um teste real feito com a colaboração dos bombeiros de Oliveira do Bairro e as explicações dos três alunos quer terminaram este ano o 12.º ano de Ciências e Tecnologias sobre a razão da ideia e a importância de tratar das florestas. Durante estes meses apresentaram a ideia em vários concursos, merecendo distinções e venceram a quarta edição 2017 do Prêmio FAQtos, um projeto que é desenvolvido no INOV-INESC Inovação/Instituto Superior Técnico e que desenvolve trabalhos na área da comunicação, medição de radiações eletromagnéticas e investigação.

Detector numa árvore ou poste
A proposta do trio de alunos com idades entre os 17 e 18 anos e que vai tentar este ano entrar na faculdade é simples: colocar um dispositivo numa árvore ou num poste e este ao detectar partículas de fumaça envia uma mensagem a um smartphone pré definido com uma mensagem. É este o alerta para a possibilidade de iniciar-se um incêndio na zona de alcance do aparelho que tem a forma de uma chama, é vermelho e tem um transmissor. “Começou como um desafio, agora está praticamente comercializável”, adiantou Diogo Albuquerque, o principal coordenador do projeto. O estudante explicou que a ideia teve de ser redirecionada na parte que diz respeito ao destinatário da mensagem pois, contrariando a ideia inicial, a mensagem de alerta não pode ser enviada aos bombeiros, tem de ser a uma terceira pessoa e essa, sim, terá de os alertar para a possibilidade de estar a iniciar-se um fogo na zona onde o dispositivo estiver colocado. Além de verem reconhecida a sua iniciativa, os jovens acabaram por aprender “muita coisa que nos vai dar jeito na universidade” em pesquisas no youtube. “Aprendi eletrônica para fazer o dispositivo e deu muito certo no final do ano”, explicou Diogo. Tal como aconteceu com a programação necessária para fazer funcionar o detector de fumaça – que não fazia parte da matéria letiva. O grupo foi acompanhado pelo professor de Físico/Química que explicou como funciona o detector: “Detecta partículas e poeiras através da radiação infravermelha e quando encontra um obstáculo o receptor liga para um número predefinido. A mensagem são coordenadas temporais espaciais – GPS.” Joaquim Pereira Almeida lembrou ainda que este projeto foi apresentado em vários concursos e que já ganhou duas menções honrosas: no ano passado, na Mostra Nacional da Ciência e depois num outro concurso na Espanha.

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